Preservar a visão de quem tem diabetes é possível

A retinopatia e o edema macular diabético são silenciosos e não avisam antes de agir

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Quando é hora de avaliar os olhos de quem tem diabetes?

A retinopatia e o edema macular diabético podem evoluir por anos sem causar sintomas visíveis.
Quando a visão muda, o dano já pode estar avançado e, muitas vezes, irreversível.
Fique atento a esses sinais e procure avaliação mesmo sem eles:

Quais são as complicações do diabetes no olho?

O diabetes pode causar alterações importantes na retina e, quando não controlado adequadamente, pode levar a complicações que comprometem a visão. Entre as principais estão:

Hemorragia vítrea

Ocorre quando vasos anormais da retina sangram para dentro do vítreo, que é o gel que preenche o interior do olho. Isso pode provocar visão embaçada, manchas escuras, percepção de “névoa” ou até perda importante da visão.

Edema macular diabético

É o acúmulo de líquido na mácula, região central da retina responsável pela visão de detalhes. Essa é uma das principais causas de baixa visual em pacientes com diabetes e pode causar embaçamento da visão, dificuldade para leitura e distorção das imagens.

Descolamento de retina tracional

Pode acontecer nos casos mais avançados da retinopatia diabética, quando membranas e vasos anormais formam tração sobre a retina, levando ao seu descolamento. É uma complicação grave, que pode causar perda visual importante e frequentemente necessita de tratamento cirúrgico.

O que o tratamento pode preservar na sua visão

Como é feito o tratamento?

O tratamento depende do estágio da doença e deve ser definido de forma individualizada, de acordo com o quadro de cada paciente. O Dr. Eduardo Novais realiza uma avaliação detalhada para indicar a melhor abordagem a cada caso. Entre as principais opções estão:

1. Injeções intraoculares (anti-VEGF)

O tratamento com injeções intraoculares de anti-VEGF e com Ozurdex é realizado em regime ambulatorial, sob anestesia tópica com colírio. Em geral, o paciente pode retomar suas atividades habituais no dia seguinte. Com acompanhamento regular e adesão adequada ao protocolo terapêutico, é possível controlar a doença e preservar a visão.

O Ozurdex é um implante biodegradável de corticoide, aplicado no interior do olho, que libera a medicação de forma gradual ao longo do tempo. Está indicado em casos selecionados, de acordo com as características clínicas do paciente.

A panfotocoagulação a laser é indicada principalmente nos casos mais graves de retinopatia diabética, com o objetivo de reduzir o risco de progressão e complicações da doença.
Já o laser focal pode ser indicado em casos selecionados de edema macular diabético, muitas vezes de forma complementar ao tratamento com injeções.

Pode ser indicado em alguns casos selecionados, especialmente dentro de uma estratégia individualizada de tratamento.

Nos casos mais avançados, como hemorragia vítrea ou descolamento de retina tracional, pode ser necessário tratamento cirúrgico por meio da vitrectomia via pars plana.

Qual a importância do acompanhamento oftalmológico?

Detectada cedo, a retinopatia diabética é controlável. Detectada tarde, o dano é irreversível.

A retinopatia diabética é a principal causa de cegueira em adultos em idade produtiva no Brasil. E o mais importante: na grande maioria dos casos, é evitável com diagnóstico precoce e tratamento correto.

Detecta antes de piorar

A retinopatia não causa dor nem sintomas no início. O exame de fundo de olho é o único jeito de saber o que está acontecendo na retina.

Evita a progressão para formas graves

Identificada cedo, a retinopatia pode ser monitorada e tratada antes de evoluir para proliferativa ou causar edema macular.

Preserva a visão central

O edema macular diabético afeta diretamente a região responsável por ler e reconhecer rostos. Tratar cedo é preservar o que mais importa na visão.

Reduz a necessidade de procedimentos complexos

Casos avançados podem exigir cirurgia de vitrectomia, laser extenso ou aplicações intraoculares mais frequentes. O acompanhamento regular evita chegar a esse ponto

Mantém a autonomia

Preservar a visão é preservar a independência para trabalhar, dirigir, cuidar da família.

Planejamento de longo prazo

Com diagnóstico correto, é possível criar um protocolo de acompanhamento e tratamento personalizado, integrado ao controle geral do diabetes.

Tipos da doença

Existem dois tipos principais de DMRI

  • Evolução lenta
  • Representa cerca de 85% dos casos
  • Pode levar à perda gradual da visão
  • Evolução rápida
  • Formação de vasos anormais na retina
  • Pode causar perda súbita da visão central

Na DMRI, cada semana importa. A forma úmida pode evoluir rapidamente e causar danos irreversíveis em poucos dias. Identificar e tratar no momento certo é o que determina o quanto da visão pode ser preservada.

Tipos de tratamentos

Tratamentos para DMRI

O tratamento varia conforme o estágio:

Suplementação vitamínica (AREDS / AREDS2)
Ajuda a reduzir o risco de progressão em casos selecionados.
Fotobiomodulação
Terapia com luz de baixa intensidade que pode retardar a progressão.
Inibidores do complemento (Syfovre®, Izervay®)
Indicados em casos de atrofia geográfica para diminuir a evolução da doença.

Tratamento com injeções intraoculares anti-VEGF, que controlam os vasos anormais.

Principais medicamentos:
• Aflibercepte (Eylia® 2 mg e 8 mg)
• Faricimabe (Vabysmo®)
• Ranibizumabe (Lucentis®)

O que é a retinopatia diabética e o edema macular diabético

A retinopatia diabética é uma complicação do diabetes que afeta os vasos sanguíneos da retina. Com o excesso de açúcar no sangue ao longo do tempo, esses vasos ficam fragilizados, podem vazar, entupir ou crescer de forma anormal, comprometendo progressivamente a visão.

O edema macular diabético é uma das formas mais graves dessa complicação: ocorre quando o vazamento de líquido atinge a mácula, a região central da retina responsável pela visão de detalhe. É a principal causa de perda visual entre pessoas com diabetes.

Quando a visão começa a mudar, sua rotina também muda

Todo paciente com diabetes tem risco de desenvolver retinopatia.
O que determina se ele vai perder visão ou não é, muitas vezes, se foi ou não ao oftalmologista a tempo.

Sobre o médico

Um olhar científico, um cuidado humano

O Dr. Eduardo Novais é oftalmologista especialista em retina e mácula pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) / Escola Paulista de Medicina, com ampla experiência clínica e cirúrgica no tratamento da DMRI, retinopatia diabética, descolamento de retina e outras doenças maculares.

Com mais de 70 publicações científicas internacionais, alia conhecimento técnico e prática baseada em evidências para oferecer tratamentos seguros, personalizados e baseados nos protocolos mais atuais da oftalmologia mundial.

Possui doutorado e pós-doutorado pela UNIFESP, em conjunto com a Tufts University / New England Eye Center, em Boston (USA).

Co-fundador da Orbit Ophthalmo Learning, uma empresa de ensino digital para oftalmologistas.

O que torna o tratamento com o Dr. Eduardo diferente

Veja o que dizem

Os meus pacientes

Procedimento

Tratamento Seguro, moderno e eficaz

O tratamento da DMRI úmida é feito com injeções intravítreas de medicamentos anti-VEGF, aplicadas diretamente no olho em day-hospital, sendo um procedimento rápido e com anestesia por colírio. O paciente retorna para casa em poucos minutos.

O objetivo é inibir o crescimento de vasos sanguíneos anômalos que causam o vazamento e a destruição da mácula. Com o protocolo adequado, a maioria dos pacientes consegue estabilizar ou melhorar a visão.

O Dr. Eduardo Novais é referência em doenças da mácula e retina, conduzindo uma avaliação detalhada para indicar o melhor protocolo a cada caso — seja com Eylia®, Eylia 8mg® ou Vabysmo® de acordo com cada caso.

Indicação personalizada conforme o seu caso

Viver bem com diabetes inclui enxergar bem. Isso é possível com o acompanhamento certo.

Não espere os sintomas aparecerem. Não deixe para a próxima consulta de rotina.

Com diagnóstico correto e tratamento iniciado no momento certo, é possível proteger sua visão e manter a qualidade de vida. Mesmo com diabetes.

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